Aviso

A lista de apoio ao Projeto Baladaboa está sendo vítima de algumas assinaturas falsas, seja por pilhéria, seja para envolver nomes ilustres. A lista será encerrada em algumas horas, e devidamente corrigida e limpa.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Apoio Prof.a. Clarice Gorenstein

Que o Sr. Reinaldo Azevedo se choque com a pesquisa, é compreensível. Afinal ele não conhece o tema em profundidade e, quando foi procurar informação, já estava tomado de preconceito e de frases político-panfletárias na ponta do teclado. No entanto, a discussão em si é bastante saudável, porque o assunto abuso de drogas está muito longe de ser resolvido ou ser objeto de unanimidade.

Já o mesmo não se pode dizer quanto às acusações a duas sérias pesquisadoras da USP que, de modo algum, estão tratando o assunto com a mesma leviandade empregada por seus opositores.
O mais chocante de tudo é ver a FAPESP se sensibilizar com a polêmica e aparentemente desconsiderar a credibilidade e a competência das pessoas a quem, após rigorosa análise de seus próprios assessores – confiáveis até então – decidiu apoiar.

É muito preocupante quando uma instituição tão séria como a FAPESP, promotora de pesquisa de ponta no Estado de São Paulo, antes de reavaliar e sugerir alterações que julgue pertinentes – práticas comuns na pesquisa científica – interrompe um financiamento diante de um fórum ideológico. Será esse o nosso futuro?

Clarice Gorenstein
Prof. Associada Depto. Farmacologia
Instituto de Ciências Biomédicas da USP
Pesquisadora do LIM-23
Instituto de Psiquiatria HCFM USP

Um comentário:

Marcela disse...

É realmente lamentável o posicionamento (ou falta de posicionamento) da FAPESP nesse caso. Essa atitude faz parecer que não era do conhecimento deles que a temática da pesquisa era polêmica, fazendo-os recuar ao primeiro sinal de desaprovação ou questionamento.
Finalmente, parabenizo as pesquisadoras por assumir a responsabilidade de pesquisar a temática das drogas, mesmo havendo muitas pessoas que acham mais fácil reduzir o assunto ao repúdio, ridicularizando qualquer tentativa de esclarecimento e discussão.